De repente, aquela sensação de “preciso botar tudo no papel”. De repente, o papel é uma generalização pra tela branca de um post. De repente, sentimentos começam a ser redigidos. De repente, o “preciso botar tudo no papel” torna-se o “escrever apenas aquilo que estou disposta a mostrar aos outros”. De repente, o que era pra ser essência vira edição.
Sobre Aniversários
“O que eles não entendem sobre aniversários e o que eles nunca lhe contam é que, quando você tem onze anos, tem também dez, e nove, e oito, e sete, e seis, e cinco, e quatro, e três, e dois, e um. E quando você acorda no seu décimo primeiro aniversário, e espera se sentir com onze anos, você não se sente. Você abre seus olhos e tudo está como estava ontem, mas é hoje. E você não se sente nem um pouco com onze anos. Sente que ainda tem dez. E você tem – sob o ano que lhe faz ter onze.
Decepções e Oportunidades
(Diálogo interno.) Não falei que era melhor largar o blog abandonado do que achar que deve compartilhar tudo por lá? Não falei que as pessoas não se interessariam? Bom, até que elas se interessam. Mas agora, olhe só! Vai ter que voltar lá e admitir a derrota. Vale a pena? Tem mesmo que escrever tudo o que sente, faz ou pensa? Nem escrevi tanto assim, e você sabe. Aliás, deveria escrever mais, muito mais. Pra quê? Só pra ter que voltar lá e contar que mudou de idéia outra vez? É um blog ou uma coleção de mudanças? Honestamente? Já não sei.
Facebook Detox
Quem era meu amigo no Facebook ano passado ficou sabendo que eu tive um surto e achei por bem dar um basta ao meu vício. Andava me fazendo muito mais mal do que bem, não só pelo tempo precioso perdido diariamente. Sou chata pra caramba, e acabava me irritando com tudo e com todos por lá. Bom, “julgando” é a palavra mais apropriada. E não estava gostando nem um pouco disso, de julgar mal pessoas de quem gosto muito só pelo que eu acreditava ser a falta de etiqueta virtual delas. (Etiqueta esta que não vem ao caso nesse momento. Estou tentando mesmo me reabilitar.)
Mudança de Rumo
Acho engraçado que a vida passa, acabamos percebendo que nada é estático e mesmo assim achamos que podemos planejar o futuro. E não é só quando somos novos, não. Por mais que os anos se acumulem, sempre me encontro caindo no mesmo engano. É a falsa sensação de estar no controle e o alívio que o pensar que conheço bem a mim mesma traz. Já tracei quinhentas trajetórias para as mais variadas áreas da minha vida e não devo ter trilhado nem mesmo duas até o fim.
Eu Confesso.
A desculpa para a minha ausência foi sempre a faculdade, e o trabalho, e a falta de tempo. Meu último exame foi há quase vinte dias e mesmo assim, mal dou sinais de vida online. Mal checo para ver se tenho novos comentários por aqui. Mas penso muito em escrever. O tempo todo, na verdade. Não o faço nunca, entretanto. Sempre que passo por essas fases de bloqueio, passo também por muita auto-terapia. “Por que é que não escrevo?”, me pergunto todos os dias. Arranjo uma resposta nova a cada vez. Chega uma hora, porém, em que eu finalmente me entendo. A conclusão a que cheguei no bloqueio atual é que mudei. Mudei demais.
No Dia do Seu Casamento
Para um dos melhores “alguéns” que já conheci:
De alguma forma, passei a noite do dia 12 aqui no futuro cercada de coisas bonitas. Ouvi muita música boa, sentei e olhei para fotos deslumbrantes, enquanto fazia planos esperançosos. Foi uma daquelas noites em que tudo parece se encaixar perfeitamente depois de um tempo tumultuoso e, com sua paz delicada, perfumar a alma.



